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Mestrado, AD e as crises

Para pensar melhor resolvi escrever.

O mestrado é um sonho que por muitas vezes se torna um pesadelo, me sinto mergulhado, melhor imerso em uma caixa d’água de 3 mil litros (a filosofia, a história e a psicanálise), com possibilidade de vazar, e se cair em terra boa evaporar e virar chuva que alimenta e faz produzir frutos, no entanto tudo pode ir para o esgoto, pirar, enlouquecer, ficar irreconhecível,cair em um canal subterrâneo do inconsciente e lá descansar.

Se fosse um destes super-heróis estaria diante da maior criptônita já vista, ou já sem teia a arremessar ou ainda nenhum bat-equipamento que realizasse o súbito resgate, é como se diante do “todo” as forças, os pensamentos, as atitudes, tudo o que penso ser, estivesse latente, adormecido sob efeito de uma potente anestesia e a intelectualidade tão almeja, já obscura e fluida como o mundo de Bauman ou Levy, Pêcheux e Foucault os quais navegam incessantemente sob minha massa cinzenta, que hoje rubra,se encontra. Nessa loucura posso ver claramente, todos eles dançando e cantando o fado dos Mestrados verdejantes, sob aureolo do “E o vento levou”.

Escrever me faz rir, diferente de sorrir, é rir desta debilidade de aglutinação que por hora simples e direta mais não automática como diz o livro em razão de uma análise, é mais dura e rugosa, cheia de sinuosidades, que tal qual como o surfista é preciso ser,estar permanecer e ficar na crista, passar pelo túnel, realizar um “jump”, cujo significado em português pensei significar um salto glorioso, no entanto, procurei na ferramenta de idiomas do Google,selecionei o idioma do inglês-português e por incrível que parece não encontrou nada, bem, fiz ao contrário, coloquei a palavra “salto” e pedi para traduzir do português-inglês e obtive a palavra “jump”, assim, podemos concluir que não sou único, o Google também está louco, pirado, com tanta gente neste mundo já dependendo de suas buscas e respostas. Um tecnologia que nos leva e nos traz com uma margem de erro de trilionésimos de milímetro porém, matematicamente, totalmente fora de onde nos encontrávamos.

“Aff”, eu amo Análise do Discurso, poder estudá-la me dá a sensação de deslumbrar o desconhecido, de uma visão além das formalidades e das estruturas, sua teoria é real e magnífica, imparcial, se faz no instante presente e no passado como memória de um já-dito. Sinto-me interdircursivado por meus pais, avós, tios, amigos, cidades, costumes, hábitos, teóricos, sistemas,guerras, pelo infinito, pela vida,uma formação, que por sinal bem discursiva,me faz pensar e acreditar que o que eu escrevo agora é aceitável, que por hora posso ocupar o espaço do “coitado sem tempo”, e justificar meus atrasos, a preguiça, a ignorância, meus negativismos, o meu ” ser ou não ser”.

Talvez, a Momesso, a Orlandi, a Gregolin, a Mendonça, o Ferreira, a Carmelino, a Nascimento , o Pernambuco, a Bollela, a Louzada, a Abriata, o Bauman, o Foucault, o Pêcheux, entre outros tivessem suas crises, seus transtornos teóricos,enquanto realizavam os mesmos “doze trabalhos de Hércules”, que por diferença de épocas, poderiam ser mais atualizados, talvez com algumas diferenças de nomes mas, intensos e transformadores. Isso! Esta crise deve ser normal, comum, necessária, primordial, uma “virose”, e porque não? Hoje em dia tudo é virose. Louco! Que nda, AD na veia mano!
Se não entendeu da próxima eu desenho, ou se quiser antecipar procure já um mestrado em Lingüística.

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