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Artistas de pixels Conheça a técnica chamada pixel arte, os desenhos ponto a ponto para a Internet.

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Artistas de pixels Conheça a técnica chamada pixel arte, os desenhos ponto a ponto para a Internet.
Veja como muitos universitários entraram com o pé direito na carreira com um hobby Publicado em 08/12/2004 – 02:00 A+ A-
Por Renata Aquino
Quem é estudante e olha com descaso para o programinha Paint do Windows pode parar e pensar duas vezes. Não só ele como outros softwares como o Photoshop e o Gimp estão virando um modo de vida para muitos estudantes em todo o Brasil e até no exterior. Em dias onde todo mundo tem blog, fotolog ou perfil no Orkut, nunca foi tão popular o design para a Internet. De mania adolescente para a mesa de produtoras de Web internacionais, um estilo retrô que mistura arte e design com tecnologia volta com toda a força. Pixel art é a mania de desenhar a partir dos menores elementos de uma imagem eletrônica, os pixels. Como em um bordado eletrônico, passa-se horas na frente do computador desenhando pixel a pixel bonecas, cidades e até mesmo posters gigantes.
A técnica, que pode ser traduzida literalmente por “pixel arte”, surgiu mais por necessidade do que por inventividade. No início dos videogames, os personagens não passavam de formas coloridas quadriculadas que ficaram famosas em games como os encontrados nos cartuchos do Atari 2600. Com a sofisticação tecnológica e a melhoria das velocidades de conexão, as imagens aprimoraram-se. O 3D agora é parte cotidiana da Internet. A velha técnica do pixel arte, no entanto, não morreu. Agora até em formato 3D, como nos pioneiros Eboy.com ou Habbo Hotel, o mosaico eletrônico ainda enche os olhos e atrai milhares de páginas vistas.
O Universia foi procurar os praticantes de pixel arte no Brasil e descobrir qual o fascínio que a técnica desperta. A surpresa é que, além de uma brincadeira simpática, a pixel arte é o primeiro passo para uma carreira ou um site com muito sucesso. Conheça a nata do pixel arte nacional e entenda por que, se você nunca desenhou com o mouse, pode ter perdido ótimas oportunidades de ganhar dinheiro.
Paraná faz pixel arte de olho no Guinness
Realizei 4 cursos intensivos na área de 3D e estou completando um curso de empreendedorismo na área de jogos eletrônicos pela Omni Informática. Trabalho desde 2002 na Linkwell.com.br como diretor de criação desenvolvendo trabalhos de design, internet e multimídia. Na Linkwell desenvolvi o Pinhãoarte o maior cartaz em pixel arte do Brasil, segundo um livro dos recordes brasileiro.
Sou sócio da Enamez Games desde 2003, a empresa desenvolve jogos eletrônicos para dispositivos móveis, celulares e palms, e toda a linguagem visual utilizada é pixel arte. A Enamez está em fase de incubação no Cefet de Ponta Grossa e estamos lançando nosso 1º game intitulado Beetle Racer ou Corrida de Fuscas.
Estou ainda abrindo um estúdio de animação 3D e 2D, ilustração e pixel arte com mais dois sócios chamado Estúdio 30.
Tenho ainda o projeto intitulado Champcross.com. Esse projeto é um portal de pixel arte, com tutoriais, fórum e intuíto de formar uma comunidade de artistas de pixels para entrar no Guinnes fazendo o maior cartaz em pixel arte do mundo.
Acho que pixel arte é uma linguagem visual bastante técnica, que exige um bom conhecimento espacial e iluminação. Ela remete à época dos games do final da década de 70 no meio digital, e antes disso era feita em máquinas de escrever manuais de fita.
Com certeza a pixel arte pode ser uma forma de se viver, é interessantíssimo do ponto de vista financeiro, pelo contrário não estaria investindo na Estúdio 30, um estúdio que lidará apenas com arte eletrônica em todas as suas principais vertentes hoje.
Gosto de pixel arte 2D e 3D, que realmente são bem diferentes em sua concepção gráfica, mas eu prefiro a 3D estilo Habbo Hotel, acho a que a visão espacial que proporciona esta técnica é bem mais interessante. Parece que até dá para se transportar para este ambiente todo coloridinho… Já minha namorada prefere o estilo Dolls, 2D, porque é bem mais fofo (risos).
Peterson Silva, formado em Desenho Industrial (PUC-PR), pós-graduado em Poéticas Contemporâneas no Ensino da Arte (Tuiuti-PR)
Aprenda pixel arte a distância
Atualmente trabalho em uma empresa de EAD, a XNX Excellence and Experience, onde atuo no cargo de designer dentro do setor de produção dos cursos. Por conseqüência estou envolvido diretamente com a arte eletrônica e design digital.
Escrevi em 2002 um tutorial sobre como realizar seu próprio pixel arte, a apostila em PDF mostra como construir uma casa, passo a passo. Fiz ainda uma versão para impressão em alta resolução (maior tamanho de arquivo).
Quando criança meu melhor passatempo era o videogame Atari, era algo muito divertido, me deixava na frente da TV durante horas. A mesma arte utilizada nos jogos de Atari, hoje é usada tanto para design de páginas da internet quanto jogos e desenhos. Acho que a pixel arte é uma arte que nunca morrerá.
Ano que vem me formo e estou a procura de uma pós-graduação na qual possa continuar a buscar mais sobre a arte digital e design.
Carlos Eduardo Pieroni, aluno de graduação Tecnologia de Mídias Digitais (PUC-SP)
Professor lembra do começo da pixel arte na Unifran
Em 1997, me tornei professor da Universidade de Franca. Ministro aulas na disciplina de Modelagem por Computador II e III , Ilustração Digital e Projeto do Produto II. Acho devemos lançar as redes em águas mais profundas. Buscar, resgatar, entender o sentimento pelo qual somos motivados todos os dias. Por isso gosto de pixel arte, ASCII arte ou simplesmente arte.
A pixel arte tem encontrado muitos adeptos. Com a popularização da informática com o sistema operacional Windows 3.11, um aplicativo chamado ?Paint Brush? permitia esse tipo de desenvolvimento ponto a ponto, aí já encontrávamos ilustrações belíssimas, como a da artista Daniela Vilela com sua BMW, que levou dois anos para finalizar.
Os trabalhos em pixel arte são limitados apenas pela criatividade do designer, pois suas aplicações são variadas. A pixel arte transcende a web e chega até a tela da TV, como na nova campanha da Skol com ícones que identificam o cliente propondo o “peça do seu jeito?.
Na Unifran, os trabalhos realizados em pixel arte limitam-se à elaboração de ícones institucionais dos logos e ou cursos, no entanto tenho usado a técnica como terapia, porque é um trabalho igual a de um quebra-cabeça onde a colocação do pixel corretamente, faz a grande diferença.
Para sobreviver com arte precisamos além de talento, disposição e sorte, para administrar e separar quando se deve fazer arte da utilização de filtros e efeitos do Photoshop.
As novas ferramentas gráficas com recursos cada vez mais eficazes agregam a criação rapidez e autenticidade e influenciam diretamente a qualidade dos produtos. A popularização tecnológica é inevitável resta-nos tentar entender como os grupos vão se movimentar no ciberespaço.
Maurício de Azevedo Valentini, graduado em Arquitetura na Unifran, professor do curso de Desenho Industrial da Unifran e profissional de webdesign da universidade
Pixel arte de motion designer brasileiro foi à Finlândia
Paciência é a palavra que melhor representa a técnica de pixel arte. Costumo chamar pixel arte de “nanodesign”: o desenho de coisas minúsculas, quase uma nanotecnologia. Na verdade nada mais é que uma técnica de desenho digital, ponto a ponto… ou pixel a pixel.
Trabalho na Lobo, um estúdio de motion graphics, ou design em movimento. Lá fazemos design para TV (como identidade visual de programas, horários ou canais inteiros; chamadas ou vinhetas de promoção), publicidade e outros.
Minha primeira experiência em pixel arte foi o video clipe do Golden Shower, chamado “Video Computer System”, todo construido em homenagem aos jogos de Atari 2600. O duo eletrônico faz de sua música uma referência à cultura pop dos anos 80. Depois disso fiz o site deles, aí sim com uma técnica um pouco mais apurada, menos 2D e mais 3D, já que a intensão era criar uma referência mais genérica de imagem “low-tech”, reverenciando os anos 80 porém sem ser literal.
Também fiz parte da equipe que fez o clipe “Name of the Game” da dupla finlandesa de techno Ural 13 Diktators no qual a homenagem fica pra geração seguinte à do Atari: o Nintendo 32 bits.
Sobre viver de arte eletrônica, o que é exatamente a arte eletrônica? É uma arte onde se emprega o uso do computador? Se sim, existe uma gama gigantesca de possibilidades, algumas mais rentáveis que outras. Na minha área de motion design é possível viver disso sim.
Não tenho dúvidas que a presença da arte eletrônica está maior no cotidiano, cada vez mais. Acredito que a web ajude a arte eletrônica, como qualquer outra arte, a se disseminar e chegar mais rapidamente a milhares de pessoas. Por outro lado, a disseminação rápida de alguma técnica nova pode transformá-la rapidamente em algo repetitivo e comum.
Eu gosto da arte aplicada, não importando tanto a técnica e sim o conteúdo. Qual a razão da técnica ser empregada em determinado projeto? A pixel arte pura e simples, sem aplicação e função, usada apenas como elemento estético, não me atrai.
Carlos Bêla, graduado em Design Industrial (FAAP-SP), especialização em Programação Visual.
Gaúchos fazem o menor site do mundo
Na faculdade, fiz estágio no CPD (centro de processamento de dados), onde tive meus primeiros contatos com webdesign. Eu e um colega éramos responsáveis pela programação visual do portal da UFSM.
Trabalho com pixel arte desde 2001. Meu primeiro contato com a técnica foi através da criação de ícones para meu desktop. Eu lembro que odiava aqueles ícones sem graça do Windows (na época ainda não trabalhava com mac). Então decidi, com o incentivo do meu amigo Akira (Giovanni Faganello), criar ícones personalizados para substituir os ícones do Windows. Através de um programinha chamado “Microangelo”, dei meus primeiros cliques e fabriquei minha primeira ilustração em pixels. Desde aquele primeiro momento sou completamente apaixonado pela técnica. Tanto que coloquei o pixelart como tema da minha monografia de conclusão de curso.
Eu definiria o pixelart simplestente como a técnica de manipulação direta dos pixels na formação de imagens. O designer trabalha colocando pixels de diferentes cores mantendo um zoom bem aproximado e, ao retornar o tamanho original da ilustração, pode perceber os efeitos causados e a imagem formada através dessa manipulação de pixels. Em termos artísticos poderíamos até arriscar definir o pixel arte como uma espécie de “pontilhismo digital”.
No final de 2001 eu e meu amigo Akira já não sabíamos mais o q fazer com tantos ícones, então decidimos colocá-los em um website. Dessa forma fundamos a Electric Icon Land, uma “cidadezinha virtual” onde o internauta pode “passear” (navegar) pelas ruas da cidade e entrar nas lojas para baixar ícones temáticos. Além dos ícones, todos os gráficos da “cidade” foram feitos em Pixel Arte. Como a página está toda em inglês, o site nos rendeu bons contatos no exterior. Através desses contatos conseguimos realizar alguns trabalhos interessantes como mostra nosso portfolio. A maioria dos nossos clientes vem dos EUA, mas já realizamos trabalhos para a Itália, França, Holanda, Irlanda, Hong Kong, entre outros. São raros os clientes brasileiros, até mesmo porque muita gente acha que nao moramos Brasil.
Fizemos ainda o DOT16. É um dos menores sites do mundo, pelo menos parece ser o menor com navegação. Montamos o projeto por diversão.
Acho que dá para viver de arte eletrônica sim, desde que haja uma boa estratégia marketing, porque de nada adianta um ótimo trabalho que ninguem enxerga.
Atualmente divido meu tempo entre uma produtora de vídeo e meus trabalhos como freelancer em casa. Dentro da produtora onde trabalho tenho a oportunidade de aplicar conceitos de design e arte eletrônica na criação de animações e VTs publicitários. Ultimamente também tenho utilizado meus conhecimentos na criação de DVDs (menus interativos) para audiovisuais institucionais. Como freelancer, realizo projetos direcionados à Internet.
Eu aprecio qualquer tipo de pixel arte. Mas devo confessar que sou mais adepto do 3D e isso é claramente reconhecido em nosso trabalho. Pessoalmente acho q o pixelart 3D me oferece mais desafios. Dependendo da dimensão, existem coisas quase impossíveis de serem representadas tridimensionalmente e a sensação de êxito nesses casos é extremamente gratificante. Sou fã incondicional do Habbo Hotel. Mas ainda acho que tem coisas nele que poderiam ser melhoradas. Por isso ainda vou lançar um concorrente do Habbo. Só falta tempo e dinheiro, mas vontade nao falta.
Gabriel Gorski, do Electriconland.com e graduado em Desenho Industrial – Programação Visual pela UFSM-RS.
“Escola” de pixel arte no Rio de Janeiro
Sou professor da Design Total, que visa promover o aperfeiçoamento profissional através de cursos de extensão online. Onde estarei aplicando um curso de pixel arte. Os cursos podem ser via website ou presenciais, como acontecido em novembro de 2004, no Encontro Regional de Estudantes de Design, em Birigui, São Paulo.
Comecei a me interessar por pixel arte em 1999. Referência visual é tudo nessa área. Meus trabalhos podem ser vistos na seção projetos web, de meu portfolio. A técnica é simplesmente uma forma de ilustração, onde se assemelha ao pontilismo e a grosso modo até mesmo ao bordado.
Fui um dos vencedores do “Pixel People Fashion Competition” – com os personagens mundrungo, para a primeira novela em pixel arte da internet, pertencente ao website Neopod.net. Os mesmos personagens foram incluidos no webclipe “Khorborg”, premiado no The Payut Ngaokrachang Award (Tailandia) – Ago 2001. Esse clipe é engraçado, eu juntamente com minha ex-namorada aparecemos em destaque na mesa central do bar onde se passa boa parte do clipe, pura coincidência. No mesmo clipe aparecem personagens de outro brasileiro, o designer carioca Fabio Eis, ilustrador da Visorama.tv.
Não conheço ninguém que viva exclusivamente de pixel arte, mas se voce aplicar o horizonte de arte eletrônica, verá DJs e outros artistas gráficos que têm nesse meio seu sustento. Acredito que a arte eletrônica terá cada vez mais espaço. No caso da pixel arte, a web embarcou numa onda retrô anos 80 dos games estilo Atari e com isso popularizou a pixel arte. Então, essa estética tem vários ramos de atuação desde esculturas Lego até icones pra celulares e games.
Sou apaixonado por pixel arte 3D, a perspectiva isométrica tem um charme sem igual.
Armando Fontes, graduado em projeto de produto pela UFRJ, em 2002.
Brincadeira de boneca leva paulistana longe
Antes de fazer a faculdade, já tinha um blog. Quando comecei a navegar, adorava as imagens delicadinhas e pequenininhas, os GIFs feitos pixel por pixel. Então descobri as bonecas ou dolls em um site de bate-papo americano chamado The Palace. Comecei a colecionando as dolls, mas sentia vontade de personalizá-las e foi aí que comecei a fazer minhas próprias dolls.
Tinha também outro site antes. Onde eu juntava um monte de coisas, horóscopo, fotos de animais, GIFs animados. E colocava as dolls que encontrava decorando esse site. Mas como muitas pessoas mandavam e-mails perguntando sobre as dolls, resolvi separá-las do site o que levou ao Dolls.com.br. Tenho ainda outros sites mas que não têm a ver com dolls, mas marcadores e outras coisas.
No começo, até procurei tutoriais de pixel arte, mas não tinha nada. Aprendi abrindo arquivos já existentes e redesenhando. No começo, usava o Paint mesmo e o Animagic Gif pra animar. Eram os programas mais simples. Hoje que tenho mais noção de design uso qualquer programa para fazer pixel arte.
Quando não existiam blogs no Brasil, a melhor fonte para consulta eram os sites pessoais de garotas americanas. O primeiro nome das bonecas era Cartoon Dolls, mas elas não tinham a mesma aparência de hoje. Elas podem ser um avatar, uma imagem usada para representação em fóruns, messengers ou bate-papo.
Pixel arte se aprimora com treino. Como você trabalha com a tela ampliada (ponto por ponto), só dá para ter noção de como ficou quando acabar e diminuir a tela e com o tempo você vai percebendo que se usar mais tons, pode dar a ilusão de sombras e texturas e outras coisas.
O site Dolls.com.br virou uma espécie de museu. Um lugar onde as pessoas que fazem dolls podem expôr seus trabalhos e encontram inspiração e recursos pra continuar se aprimorando nessa arte. Tenho colaboradores por que algumas pessoas queriam participar mais, não só enviando dolls. Então eu criei a oportunidade de ser da equipe e ter a doll destacada lá, com o link do blog/site da pessoa e também comecei a chamar aqueles que faziam as melhores dolls e isso meio que se tornou uma maneira de obter status no site. Todo mundo que envia dolls quer ser da equipe mas apenas as pessoas que participam mais e com os melhores trabalhos sao chamadas.
Mesmo assim, para mim, pixel arte requer muito tempo, você passa horas trabalhando em uma imagem pequenininha! Eu faço só por hobby. O site está hospedado agora no Vírgula.com.br e teve muito retorno da mídia. Mas mais do que o retorno da midia, é legal ver meninas pequenas que por causa das dolls acabam desenvolvendo umas habilidades incríveis no PC tanto no manuseio dos programas, quanto coordenação etc.
É interessante também ver que as imagens estão sendo aplicadas em outros lugares como na MTV que usa muito um visual “sujinho” da web. A Warner já usa mais o visual vetorizado.
Lia Camargo, aluna de Produção Editorial na Anhembi Morumbi, mantenedora do Dolls.com.br e profissional da equipe de design do Universia Brasil
Carioca faz playground de pixel arte e muda-se para NY
Comecei a me interessar por pixel arte quando estava na faculdade. Acho bacana a inspiração dos videogames. É uma estética muito usada mas que não saiu de moda e vai ter uso sempre. Estava no meu segundo emprego, refazendo meu site pessoal quando envolvi-me com um projeto que precisava de ícones.
Comecei a desenhar carrinhos. Fiz dez carrinhos com pixel arte. Onde mais se encontrava informação sobre pixel arte era com os designers de ícones. Não sabia, na época, que viria a morar em Nova York mas fiz uma cidade de pixel arte e coloquei prédios nova-iorquinos.
Chamei essas experiências de Playground e coloquei o site Gworka.com no ar. No começo não era só pixel arte, era apenas o meu portfolio. Acabei optando por deixar o site só com pixel arte no ar. Atualmente, meu porfolio está no GuiBorchert.com.
Comecei a trabalhar com design em 1999. De lá para cá, trabalhei em diversas empresas, entre elas fiz um trabalho para o Banco1.net Vim para Nova York fazer um mestrado. Ofereceram um emprego para mim na R/GA, uma grande agência aqui. Agora sou líder de projeto de uma conta de um grande cliente, a Nike, tendo atrasado os planos de fazer mestrado por enquanto.
Acho que não há uma guerra entre pixel e vetor. Assim como não vale o dilema arte ou design. Tudo depende do projeto. O vetor não tem tamanho, é baseado em pontos vetoriais. Já a pixel arte é trabalhar em 72 DPI ponto a ponto usando tudo o que a tela pode te dar. E se você tem uma img de 32 x 32 pixels, por exemplo, não dá só para aumentá-la. Você tem que duplicá-la proporcionalmente.
Uso tanto pixel arte 2D quanto 3D. Na parte do meu site chamada garagem, há uma boa mistura dos dois tipos.
O trabalho profissional é a diferença entre um projeto de design completo e uma simples ilustração. Se for para fazer um projeto, responder a uma demanda de um cliente, aí é preciso estudar mais. Pós-graduação depende do momento profissional. No Brasil falta ainda uma boa pós em Design. A PUC-Rio tem uma área forte mas mais focada em HCI e usabilidade.
Pixel arte é um estilo muito específico, talvez por isso não tenha ninguém fazendo uma tese em torno disso. Para fazer pós é importante algo mais focado, talvez uma instituição focada nisso.
Guilherme Borchert, graduado em Desenho Industrial na UFRJ, profissional da agência RG/A em Nova York, responsável pela conta da Nike, entre outros clientes.