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O TSUNAMI ECONÔMICO.O primeiro efeito na terceira maior economia do mundo, é o custo da reconstrução física e do sustento.

Agora o Tsunami é econômico

Agora chega ao Ocidente os primeiros efeitos do tsunami que varreu o norte do Japão. Em 2008, o “tsunami” da Wall Street abalou as finanças e estruturas dos Estados Unidos, refletindo em todas as economias do mundo. Os efeitos estão vivos nos dias atuais, ancorados na pele do cidadão do mundo.

E o tsunami japonês? Saindo das intempéries dos efeitos nucleares, o que não é minha área, o primeiro efeito na terceira maior economia do mundo, é o custo da reconstrução física e do sustento daqueles que procurarão o salário desemprego e outras compensações junto ao Governo Japonês.

O mundo sofrerá com a reconstrução, pois o Japão é investidor maior, inclusive no Brasil. Na necessidade de recursos para a reconstrução, aquele país tirará recursos investidos na Europa, nos Estados Unidos e… no Brasil. Haverá maior carência de capital o que refletirá no custo maior do dinheiro, inviabilizando certos produtos pelo acréscimo de custo. Resultado aqui: desemprego e inflação em alguma escala.

A produção das empresas daquele país encontra-se comprometida. Falta mão-de-obra, energia, estradas, portos e até gente. A logística, grande arma japonesa, está comprometida.

As multinacionais, inclusive as brasileiras, iniciaram a retirada dos nossos executivos em terras do sol nascente. Menos consumo, menos receita, menos emprego lá.

Empresas como a Vale do Rio Doce, cujo maior comprador e sócio é japonês, sente os reflexos na sobra de produtos que seriam consumidos pelo Japão.

Este é um resumo de alguns dos efeitos que estamos sentindo, lembrando que o mundo de hoje é, na realidade, uma aldeia, onde o bater das asas de uma borboleta no oriente reflete em forma de tempestade no ocidente.

Que Deus nos proteja!

Prof. Aécio Flávio Lemos.

Mini curriculo do Prof. Aécio Flávio Lemos::::::::::::::::::::::::::

Prof. Aécio Flávio Lemos.

Possui graduação em Filosofia Letras Inglês-Português pela Universidade do Estado de Minas Gerais (1972). É técnico em Contabilidade e pós graduado em Comércio Exterior, pelo Sydney Business College, Australia, 1979. Atualmente é professor titular da Universidade de Franca e é Coordenador Executivo do Núcleo de Administração da Unifran, envolvendo os cursos de Administração Geral, presencial e à distância e os tecnológicos em Comércio Exterior, Recursos Humanos, Agronegócios e Gestão Financeira. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração de Recursos Humanos, atuando principalmente nos seguintes temas: mudanças, marketing, integração, investimentos e financeiro. Foi Membro do Conselho Fiscal da Usiminas S.A. e da Petróleo Ipiranga S.A.

One comment

  1. Não concordo com a análise de que o Japão é o investidor maior, mas entendo como um dos grandes investidores. O seu custo de reconstrução afetará sim a economia do mundo todo, inclusive no que diz respeito ao Brasil. Os japoneses importam toda a matéria prima de sua indústria, seu parque industrial é dependente dos recursos naturais brasileiros em grande parte. E mesmo nesta nova fase de reconstrução de sua sociedade e economia, continuarão dependentes dos produtos brasileiros. Entendo que haverá talvez um redirecionamento de alguns investimentos daquele país mas efetivamente toda essa dinheirama investida em empresas e bancos do mundo todo ainda continuarão circulando em forma de investimentos na infraestrutura japonesa, nas cidades, casas, aeroportos, fábricas, energia, e tudo o mais que o terremoto derrubou e o tsunami levou. Sim, com um pouco menos de vigor mas o Japão definitivamente não está destruído. O Japão já esteve numa situação muito pior!

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